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Durante les années noires

Durante les années noires,
em toda França,
a vida parou.
Mas as reuniões poéticas de Paul Fort em La Closerie des Lilas, assim como as representações dos caf’conc’ da rua Gaîté continuaram (foi o que li em La vie quotidienne a Montparnasse a la grande époque. 1905-1930.)
Era preciso distrair os que vinham por alguns dias do Inferno do Fronte. 

Em Montparnasse, nos ateliers, morria-se de frio.
Poucos, muito poucos, foram os artistas estrangeiros que permaneceram por lá. A maioria dos marchands que se interessava  pelas obras desses artistas deixou de comprá-las.
Todos pareciam aguardar.
Nesta atmosfera de miséria geral, escritores e pintores permaneceram recolhidos.
Conta-se que muitos deles se envolveram com a guerra, mesmo os estrangeiros. 

Blaise Cendrars perdeu um braço na fazenda de Navarin, durante um combate. E, em Montparnasse, muitos foram recusados pelo conselho de revisão em função do mau estado físico em que se encontravam. Diego Rivera em função de suas varizes, Modigliani pela miséria física.  Picasso foi dos raros estrangeiros a não se engajar. Ele não fez a guerra como os outros artistas.
No verão de 14, alguns artistas recusados pelo exército, se camuflaram nos ateliers de l’Opera, e outros foram trabalhar na fábrica de velas de automóvel.
Eram tempos inquietos, no mínimo inquietos.

 

 

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