A bordo da Air France
Vimos de dentro da aeronave, antes da viagem para Barcelona, no dia 25 de maio de 2005, que havia coelhos na pista. Coelhos negros. Rápidos. Uma família de grandes & pequenos coelhos.
José comenta comigo que ali eles vivem, procriam, e devem ter pesadelos à noite em função do excesso de ruídos dos aviões na pista... Ali mesmo eles morrem.
A luminosidade e uma decolagem quase sem tremor me fazem esquecer de responder. O silêncio faz parte das coisas, e também de minhas reflexões sobre o mínimo e a distância que agora temos da terra, que nos acompanha a bordo da air france.
Respirar... segurar o medo ...
aguardar...
As nuvens passam. A montanha depois irá surgir.
Poesia, a fragilidade de uma voz !