Nadine Agostini e “J’écris HEUrope de l’Est.”
A revista Action Poétique, no número 179, traz algumas Crônicas atuais. A da poeta Nadine contribui para que possamos refletir sobre o Leste Europeu e seus guetos. Não mais o Gueto de Varsóvia e ainda o Gueto de Varsóvia.
A letra H destacada, no texto de Nadine, formula uma hipótese bem plausível. Afinal, de quais guetos estamos falando quando falamos desta letra ‘H’. Assim, com a letra destacada em sua materialidade, na forma de corredor interrompido. Sentimos a dificuldade de caminhar no/do leste Europeu.
Nem consigo imaginar como viveram as famílias e os amigos ou os amantes que foram separados, neste pedaço de mundo europeu. Os amados ou os amantes precisam se ver sempre.
Momentos femininos.
Não me perco nas expressões históricas.
(difícil continuar a escrever...encontrar as palavras)
Se eu penso em NADINE,
a quem não conheço pessoalmente,
apenas o seu H interrompido, retorna.
Um pé, uma mão.
Um pescoço sem toque.
Um olhar na foto sem legenda (da época).
A lembrança de uma bicicleta largada no chão.