inéditos

poemas

Fragmentos de livros

Início » inéditos » Paris, 25 de março

 

Paris, 25 de março

 

Antoine Compagnon vai falar no Collège International de Philosophie sobre a noção da ‘mão’, presente na poesia de Paul Celan.
Anoto.       
O tema da mão, essa imagem, uma metáfora e também uma metonímia, e ainda uma alegoria. ‘A mão’ que é tão presente, principalmente na década de 60, está inserida em sua poética.
Cito Celan: “Não vejo nenhuma diferença de princípio entre um aperto de mão e um poema.” De mão em mão, essa imagem de passagem, do livro que vai de mão em mão. A mão como passagem e caminho.

As muitas imagens com as mãos, utilizadas pelo poeta, são lembradas pelo professor e ensaísta. A mão como símbolo do diálogo e da abertura. Um poema como um aperto de mão, uma segunda-mão, nos diz Campagnon.
A imagem é da mão do artesão (a mão que deixa traço no poema). É a mão da atenção ao outro que espera.

Há o silêncio e a voz, temas presentes em vários poemas de Celan. A relação é de fraternidade. Um tema que prolifera. A conversa na montanha está evocada aqui. E o re-encontro também.
(Comenta-se neste momento, que a mão e a voz introduzem também um outro poeta, deixando falar, no poema, a voz do outro. Há uma recusa da poesia absoluta.)

 

 

^ topo

 

Manutenção e desenvolvimento: Rafael Caterina
© 2008 Solange Rebuzzi. Todos os direitos reservados.