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UFMG - Diamantina

 

 

Solange Rebuzzi: conversa descontraída

Carla Maia

"Diamantina respira poesia e música".

Um dos destaques da programação do 34º Festival de  Inverno da UFMG, o programa Café Letrado promoveu encontros com escritores, oferecendo ao público a oportunidade de refletir sobre literatura. "Vivi uma experiência única em Diamantina", confessa a idealizadora e coordenadora do projeto, Solange Rebuzzi. Psicanalista, com especialização em Filosofia Contemporânea, mestrado em Letras e agora também doutoranda na UFMG, ela fala, nesta entrevista ao BOLETIM, sobre sua ligação com Minas Gerais e sobre o Café Letrado, que acabou inspirando a criação de um programa de entrevistas produzido pela TV UFMG.

Como surgiu o Café Letrado?

A idéia nasceu no Rio de Janeiro, no final do ano 2000, quando comecei a fazer encontros na Livraria Contracapa, no Leblon. Em cada encontro, convidava dois escritores para falar de sua obra. Sempre privilegiei os poetas, porque acho que, num mundo em ruínas, onde a esperança é pequena, a poesia tem que abrir um espaço para a reflexão. O nome Café Letrado surgiu da intenção de promover uma conversa descontraída, em que os participantes se sentissem bem à vontade. Nada de entrevista ou de conferência de auditório. Daí, a idéia de fazer um café regado a biscoitinhos e a muita conversa.

Essa idéia de cafezinho e conversa é uma coisa bem mineira...

É isso mesmo. Não por acaso, fomos parar em Diamantina.

Como foi a experiência de participar do Festival de Inverno?

Diamantina foi uma experiência única. Primeiro, porque a cidade respira poesia e música, com aquelas montanhas, aquelas pedras escritas no caminho da gente. Os encontros foram ótimos, sempre lotados, num espaço excelente, me surpreendi. Depois de Diamantina, passei a olhar Minas Gerais de um jeito diferente. Aqui ainda há algo que a humanidade está perdendo. As pessoas se olham nos olhos, falam o que sentem. Não há nada parecido com isso no Rio de Janeiro.

 

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